Nuenen

Ano passado como parte do Brabant Expat Day fui em uma excursão do sempre excelente Holland Expat Center South (aliás vale a pena ficar de olho, os eventos deles são sempre ótimos) para Nuenen, por aqui conhecida como a cidade de Van Gogh.

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Claro que deram stroopwafel de lanche ❤

Ele morou na cidade por alguns anos e foi onde ele pintou o famoso “De aardappeleters”(1885). E como dá para perceber os moradores são extremamente orgulhosos disso.

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Nessa excursão fomos ao ótimo Vincentre, um museu sobre o pintor. Eu fiquei impressionada porque apesar de não ter pinturas originais a exposição é extremamente interessante, já que a trágica vida do pintor é explicada e analisada. Você sai com um novo entendimento das obras justamente por entender o que o levou à produzi-las.

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O registro original da caligrafia do Van Gogh.

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Aqui você consegue ver como era a cidade nos tempos em que ele caminhava ṕor ali, direto dos desenhos dele.

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Talvez seja algo que me toque pessoalmente porque uma das minhas memórias favoritas de escola foi em uma aula de arte aos 6 anos em que a professora contou que Van Gogh tinha cortado a própria orelha. Lembro que fiquei pensando nisso por meses.

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Ah, e tem fones com tradução em vários idiomas, então todo mundo entende.

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Além da vida dele, a exposição ainda mostra a vida da família e como eles o afetavam. O nosso guia não se limitou ao museu – fomos para a rua, ver como Van Gogh ainda está presente em Nuenen.

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A cidade é pequena e no centro tem essas marcações com os pontos de interesse, com explicação em holandês e inglês. Vale a pena ir parando e ouvindo porque mostra como a cidade era nos olhos do pintor.

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A casa do pai dele, se eu não estiver enganada….

Aqui o desenho e a vista original.

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Se eu não me engano é a casa de uma das paixões dele na época…. Mas a moça não foi autorizada a casar com ele.

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O povo nem curte a fama do quadro, né

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De aardappeleters agora em 3D. Ah, e tem uma cadeira de onde você pode ter a perspectiva do Van Gogh

Fora Van Gogh em si, Nuenen é uma cidadezinha linda, que vale a pena conhecer. Dizem que dá para ir de bicicleta de Eindhoven – eu fui uma vez só assim, e quase morri, mas sou a mais preguiçosa das criaturas. Com tempo bom vale sentar perto do lago, e ainda curtir o mini zoo para crianças que tem um café lindo de morrer. Saindo um dia de folga com sol vou lá e prometo fotos para o blog. Vale a pena mesmo.

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E para fechar o dia…. culinária holandesa! Sim, ela existe!

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Trabalhando na Holanda

Ensaiei muito para escrever esse post porque não tenho pretensão de fazer um guia da Holanda, mas vejo tanta gente procurando emprego por aqui, que achei válido compartilhar a minha experiência – portanto, pessoal. Minha intenção é ajudar porque eu sei como é difícil essa fase e eu fui muito ajudada. Se você tem uma experiência diferente, compartilhe!

Primeira coisa, e a mais importante – estabeleça suas expectativas e verifique se estas correspondem à realidade.

Explico, existem áreas em que mesmo sem holandês, só no inglês, você vai achar ótimos empregos. Exemplo mais clichê é TI, que tem muita vaga mesmo. Algumas áreas de engenharia, ou áreas extremamente específicas.

Mas por outro lado se assim como eu você é um sortudo que fez um curso que só no Brasil vale ou só fazendo outro daria para trabalhar, então, o negócio é encarar a realidade. Quando cheguei aqui, sendo advogada brasileira, sabia já que não ia advogar mais. De novo, é comigo isso. Talvez tenha gente que tenha conseguido, conheço uma moça que está fazendo outro Master aqui na área e acho excelente. Mas eu não achei nada nesse caminho e não tenho tempo, energia e nem vontade de fazer Direito de novo. Então o que eu fiz foi adaptar as minhas expectativas de “emprego na área” para “primeiro, qualquer emprego”.

E talvez encarar  mudar de área de trabalho, o que por si só já é bem complicado, ainda mais mudando de país ao mesmo tempo. Eu busquei pensar nas habilidades que usava no meu emprego anterior para achar algo que eu preenchesse o perfil. No meu caso como sempre lidei com pessoas, gosto disso, e era focada em resolução de problemas, minha opção foi procurar em Customer Care, e agora que finalmente achei estou adorando. Caso tenha dúvidas vale conversar em grupos de expatriados (recebi muita dica legal por lá), achar pessoas da mesma área aqui, e até mesmo conversar os com recrutadores nas agências. Eles tem todo interesse do mundo em te arrumar emprego afinal, eles vivem disso, e podem dar uma luz para qual área você poderia tentar migrar.

Aliás arrumar um primeiro emprego já facilita MUITO as coisas. Pode não ser o emprego dos sonhos (normalmente não é mesmo) mas vai ser uma experiência de trabalho daqui no currículo. E para quem te recrutar isso vai dar mais tranquilidade, afinal vão saber que você trabalha seriamente. Depois do primeiro, tudo tende a ficar mais fácil.

Para mim a primeira oportunidade foi em logística, trabalhando em armazém (warehouse). Tem muitas vagas, muitas não pedem holandês (só inglês) e a maioria das contratações são temporárias e por meio das agências de emprego, as chamadas uitzendbureau. Onde eu trabalhei não chegava a ser trabalho pesado, embora braçal. Para achar vagas minha dica é procure no google as agências, se cadastre em TODAS, e depois vá pessoalmente, em cada uma. Tomei muito não mas em uma, depois de falar com o recrutador, na semana seguinte ele tinha me arrumado meu primeiro emprego.

Outra dica é Linkedin. Aqui é muito usado, então atualize o seu pro inglês já, e use a busca. Toda semana recebo as vagas para Portuguese e English aqui da Holanda e da minha região, e foi ali que achei meu emprego atual.

Também vale se cadastrar em sites de procura de emprego (Indeed é um dos mais conhecidos, mas tem vários, é só olhar no Google). E de novo, criar alertas para as buscas, assim você vai receber novas vagas já no email.

Fora isso é persistir, falar com as pessoas, ficar de olho, ir nos eventos das agências. É difícil sim, mas não é impossível, e a Holanda ainda bem está em um ótimo momento econômico. Então, o negócio é correr atrás das oportunidades e aproveitar.

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(O título é pro meu irmão, que adorou ficar falando isso de 5 em 5 minutos 😀 )

Pode post de férias atrasadas? Pode né.

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No final do ano tempo acabou sendo um artigo raro aqui em casa, então tentamos aproveitar a única semana de férias minhas e do namorido para mostrar o máximo possível para o meu irmão, que veio me visitar  no Natal. Foi bem corrido, mas no final das contas conseguimos ver 6 países em uma semana, e valeu muito a pena.

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Em Munique para ver a cidade com pouco tempo a nossa saída foi um tour naqueles ônibus super turísticos. Para falar a verdade só me deixou é louca pra voltar, porque a cidade é linda e quero poder ver com calma.

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A próxima cidade foi a sempre fofa Innsbruck. Aqui estava meio quente então a gente resolveu garantir que meu irmão veria neve ❤ E assim foi! Super recomendo essa cidade, além de linda as montanhas são incríveis e tem uma ótima estrutura (restaurante, banheiro, tudo) o que é ótimo para pessoas digamos não tão aventureiras como eu.

Aliás, a foto aí em cima é a vista do restaurante. Sentiu o nível?

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Dali fomos para a sempre amada Itália. Além de eu finalmente conhecer a cidadezinha de onde os meus ancestrais sairam, ainda fomos para Milão bater perna (e chorar, porque olha, que cidade cara….).

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Sim, teve o Duomo, claro.

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E esse café com gatos? Quase morri, mas estava fechado. Tá anotado que vou lá quando eu voltar (ah parece que tem outro em Amsterdam, preciso ir!).

E claro que fui xeretar o mercado de natal….

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Depois de muito sassaricar fomos para Dijon, sem pretensão nenhuma só porque todo mundo estava morto e ficava no caminho. Sério. Mas que boa surpresa! Sim, tem mostarda – de tudo que é tipo e com tudo que você puder imaginar. Mas também tem aquelas ruazinhas estreitas perfeitas para se perder, lojas incríveis, tão incríveis que esqueci de fotografar, mais mercado de natal e muitos prédios lindos. Recomendo.

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Dica –  no centro tem uma rota marcada por esses triângulos no chão que te leva a todos os prédios históricos. Achei excelente porque apesar do centro antigo não ser tão grande assim dá para perder um bom tempo sem saber para onde ir ou olhar.

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De lá (ainda estão acompanhando?) fomos para Luxemburgo, a capital. Adoro Luxemburgo, a cidade é linda, organizada, limpa e tranquila. Fácil de caminhar, e de acordo com o namorido, tem um pão maravilhoso.luxembourg203_zpsgywagezm1

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Depois disso teve a Bélgica ainda mas todo mundo estava tão cansado que só queriamos é ir pra casa, então, sem fotos.

Ainda continuo preferindo passar mais tempo em um só lugar, para poder descobrir todos os cantinhos com calma, observar os locais, enfim, relaxar. Mas tenho que dizer que essa viagem valeu a pena demais. Vimos e conhecemos tantas coisas em tão pouco tempo! Correria total, mas muito divertido.

PS – Viajando dentro do orçamento.

Fiz todas as reservas no esquema mais barato possível, no Booking.com. Não é propaganda paga nem nada, até porque né, esse blog é um cantinho desconhecido da internet. É só porque sempre uso o mesmo site e nunca me arrependi. Então, fica a dica.

Snow!

Tá, neve mesmo, pesada, fazendo barulho quando se anda e deixando tudo branquinho, já faz uma semana. Depois disso tem hora que neva mas logo derrete ou vira chuva na cara da gente (o que não é muito legal considerando que anda ao redor dos 2 graus e tem um vento nonstop nessa terra). Mesmo assim ainda fico felizinha (aka besta) toda vez que começa a cair um monte de floquinhos rodopiantes na minha janela.

(aliás, meu Dutchie que nasceu aqui e vê neve desde sempre fica todo empolgado também, talvez seja sempre assim ❤ )

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Vou poupar o mundo dos 376876 videos com o tema andando na neve. E sinceramente, nem quero me acostumar. Acho é ótimo ficar toda empolgada com o mundo todo branquinho.

feliz ano novo

p_20161229_105713-02Eu adoro ano novo. Tá, novidade nenhuma para quem adora uma festividade (vulgo arroz de festa), mas ano novo é especial. Todo mundo dando reset na vida, um ânimo novo no ar, cheiro de novo mesmo. Tem gente que reclama, diz que é pura ilusão, uma vez  que o calendário em si é pura ilusão mesmo. Pode ser. Mas me chame de louca se quiser por gostar de uma ilusão que dá um novo ânimo, ainda mais depois de um ano hard mode que foi 2016.

E claro, como fã de ano novo, não poderia deixar de registrar minha listinha de resoluções:

  • Aprender finalmente e direito a fotografar no modo manual. Urgente.
  • Melhorar muito meu holandês.
  • Terminar de arrumar meu escritório ❤
  • Dieta pra ontem pra mim e pro namorido (porque sozinha não rola, definitivamente).
  • Voltar a praticar atividades físicas.
  • E já ia esquecendo, finalmente terminar os rascunhos de posts e colocar esse blog num ritmo real, porque de vez em nunca é mais nunca.

Nada maluco ou inatingível. Sim, os chatos dirão que qualquer dia é dia para mudança. Concordo. Mas colocar novos planos na agenda novinha, em branco, tem outro sentimento. Sentimento de possibilidade.

Sobre 2016, em compensação, quero lembrar somente das conquistas: depois de tanto tempo e tanto esforço finalmente estou do lado de quem amo. Finalmente comecei a minha nova vida, e meu esforço tem sido recomepensado. Pude fazer coisas legais para quem amo, melhorei minha cabeça, me descobri no budismo e de um modo geral me sinto melhor comigo mesma. Os desafios vieram e foram superados.

Então agora é começar de novo e continuar sempre.

 

 

O lado de cá

No meio de tudo fugi de volta por 20 dias para ver a minha mãe que precisa de mim. E é tão estranho que o que veio primeiro na minha cabeça foi algo que eu li em algum lugar (para variar não me lembro onde) sobre como ser expatriado é estar sempre dividido entre duas casas e sentir que não se tem casa nenhuma ao mesmo tempo. E finalmente ter que concordar.

Explico. Lá, querendo ou não, e por mais que eu ame o país e a cultura, de vez em quando ainda me lembro que nunca vou ser 100% holandesa. Não tem nem como. A última foi em um posto de gasolina onde meu namorado ficou chocado quando sugeri que ele desse ré por 50 metros quando não vinha nenhum carro já que não havia retorno dentro do posto (!!!). Seguir as regras é ótimo, mas na minha cabeça brasileira isso nem é quebrar regras, é simplesmente lógico – se não tem retorno, dá ré. Mas lá não, se ele desse ré o mundo acabaria em fogo provavelmente.

Aí chego aqui, mal desço do avião e a primeira coisa que me assusta é o trânsito. E gente, é o mesmo trânsito onde aprendi a dirigir, e onde dirigi por mais de 10 anos. E mesmo assim me senti com olhos de gringa pensando como as pessoas sobrevivem aqui ao atravessar a rua (se bem que lá eu sempre paro quando vejo um carro vindo, mesmo quando não precisa – reflexo de brasileira).

E não, não vou só reclamar, fique tranquilo. Tem muito mais estranhamento bom do que ruim, que bom. Ontem parei e comprei suco de laranja de verdade em um quiosque no meio da Ladeira Porto Geral em São Paulo. E era barato, feito na hora, com gosto de fruta mesmo. E tem um a cada esquina, e dá pra comer com pão de queijo, com coxinha, um monte de delícias baratinhas em todo lugar que se olha. E as pessoas conversam com você quando você está comprando alguma coisa, não te olham estranho quando você fala algo além do esquema normal quero-comprar-você-quer-me-vender, estranhos falam com você, dá até pra fazer uma amiga de ocasião no outlet para revezar olhando as bolsas e pedindo opinião nas roupas. E eu entendo tudo que todo mundo está falando ao meu redor. Mesmo que seja uma condição temporária, assim espero, acho estranhíssimo lá estar no ônibus e não conseguir entender a conversa de ninguém. Logo eu, que sempre adorei observar seres humanos em seu habitat natural.

E tem meus estranhamentos extremamente pessoais. Faz tão pouco tempo que parti mas já tinha esquecido já como é estar em uma casa barulhenta, onde sempre tem alguém perto, nem que seja um gato. Onde posso comer comida de mãe, ir tomar café com meu pai, e comer alguma coisa nova com o meu irmão. Onde já se conhece os vizinhos todos, já que se mora ali há tanto tempo, e olha que isso porque nunca fui muito de ficar falando com vizinho. Onde se tem amigos de infância com aquelas histórias que ninguém mais sabe e que com quem é impossível pensar em dieta. Onde se tem os caderninhos da adolescência no fundo do armário, cheio de coisas que eu nem lembrava, e que vão ficar por aqui mesmo, junto com vários livros que li ou não, pois com um aperto no coração percebo que não cabem na mala. Porque por mais que eu queira minha vida daqui nunca vai caber toda na mala. Nem as pessoas que eu amo.

(Mesmo 2 malas de 32kg, momento em que amo ser brasileira com todo o meu ser)

Aqui sempre vai ser a minha casa também – ao mesmo tempo que não é mais. E lá é a mesma coisa, quando tudo parece finalmente confortável alguma coisa nova surge para me lembrar que sim, eu sempre vou ser a estrangeira.

Do lado de lá e agora do lado de cá também.

(E sim, a foto desse post é de uma coxinha, porque fora de gente também matei saudades dessa delícia)

Saindo do forno

Casa nova, vida nova, blog novo. O antigo foi sem nunca ter sido, eu sei, mas agora são tantas palavras novas, experiências e novidades que preciso colocar em algum lugar. E também porque a vida é muito além do clichê, seja do lugar ou do que as pessoas imaginam.

Mas não, não é mais um blog/guia sobre a Holanda somente, até porque nem tenho essa pretensão (e já tem muitos sites excelentes por aí), é sobre mim e o que vejo aqui – que vai muito, muitlo além dos moinhos.